RENAULT GROUP LANÇA O PRIMEIRO METAVERSO INDUSTRIAL

RENAULT GROUP LANÇA O PRIMEIRO METAVERSO INDUSTRIAL

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Nuno NUNO

Source: Renault

O Renault Group está a acelerar a digitalização com o primeiro Metaverso industrial. Atualmente, 100% das linhas de produção estão ligadas (8.500 equipamentos), 90% dos fluxos de abastecimento são constantemente monitorizados e 100% dos dados da cadeia de abastecimento estão alojados no Metaverso do Grupo Renault, uma verdadeira réplica do mundo físico controlado em tempo real. Envolvido na Indústria 4.0 desde 2016, a tecnologia digital já levou a uma poupança de 780 milhões de euros

Refactory — Centro de Inovação Industrial do Renault Group — Source: Renault Group

Até 2025, permitirá poupar 320 milhões de euros em várias áreas, às quais se acrescentarão 260 milhões de euros de poupança nos inventários, uma redução de 60% no tempo de entrega dos automóveis e uma redução de 50% na sua pegada de carbono no fabrico de automóveis, bem como uma redução significativa nos ciclos de inovação e uma contribuição para a redução de 60% nos custos de garantia visados pelo Grupo.

«Todos os dias, são recolhidos mil milhões de dados dentro das instalações industriais do Group Renault. O Metaverso proporciona uma supervisão, em tempo real, que aumenta a agilidade e adaptabilidade das operações industriais, assim como a qualidade da produção e da cadeia de abastecimento. O Group Renault está a tornar-se um pioneiro no sector», diz Jose Vicente de los Mozos, Vice-Presidente Executivo Industrial do Grupo e Diretor Geral de Portugal e Espanha.

Rotor único sem terra (Mégane e-Tech) — Source: Renault Group

O Metaverso Industrial — as quatro dimensões:

  • Tudo começa com os dados. Para recolher dados de todas as suas instalações industriais, o Group Renault desenvolveu uma solução única de recolha e normalização de dados. Uma plataforma de recolha de dados em massa para alimentar o Metaverso industrial e, assim, fornecer as alavancas para o desempenho do processo de produção, em tempo real. Esta solução é agora comercializada em parceria com a ATOS e outros agentes industriais, sob a designação de projeto ID@Scale;
  • O Group Renault modelou os seus recursos físicos em gémeos digitais. Cada fábrica tem a sua réplica no mundo virtual. Tal como as fábricas, a Cadeia de Abastecimento tem o seu próprio universo digitalizado. É uma parte integrante do Metaverso industrial e é também controlada em tempo real por uma torre de controlo;
  • Integração num ecossistema alargado. A utilização de gémeos digitais é enriquecida com dados de fornecedores, previsões de vendas, informação de qualidade, mas também informação exógena como o tempo ou o tráfego rodoviário, etc., bem como Inteligência Artificial, permitindo o desenvolvimento de cenários preditivos;
  • A aceleração desta transformação digital é possibilitada pela convergência de tecnologias avançadas (Nuvem, tempo real, 3D, Big Data…). O Group Renault desenvolveu uma plataforma única para a convergência das tecnologias necessárias ao funcionamento dos gémeos digitais e dos seus ecossistemas, de uma forma resiliente.

Juntas, estas quatro dimensões constituem um Metaverso industrial completo, persistente e em tempo real.

Motor de uma fábrica do Renault Group — Source: Renault Group

Motivo condutor: o Metaverso ao serviço das pessoas

A supervisão oferecida pelo Metaverso, através de uma melhor visibilidade do ambiente de trabalho, permite aos atores ganharem agilidade e autonomia na tomada de decisões. As tecnologias do mundo dos videojogos tornam as experiências dos utilizadores mais imersivas. Este é o caso da formação em pintura realizada em realidade virtual. Os algoritmos de IA facilitam a capacidade de antecipação dos colaboradores, assim como a otimização do fluxo e funções de gestão para os especialistas da Cadeia de Abastecimento.

«A maturidade tecnológica do Group Renault permite à empresa alcançar um passo importante na sua digitalização e transformação: o controlo dos nossos dados, a escolha de tecnologias avançadas, e a perícia das equipas são tudo alavancas para acelerar rumo a uma Empresa Tecnológica», diz Frédéric Vincent, Vice-Presidente Executivo, Sistemas de informação e Digital.

Caixa electrónica de alimentação — Source: Renault Group

Para ilustrar o seu Metaverso industrial em termos concretos, o Grupo Renault apresentou 32 casos de estudo nas suas Jornadas Tech Industry Days. Aqui estão alguns exemplos:

  • A Plataforma de Gestão de Dados Industriais 4.0 (IDM4.0), desenvolvida pelo Group Renault, recolhe todos os dados industriais do Grupo. Armazenados na nuvem (plataforma Google Cloud), estes dados alimentam o Metaverso industrial e permitem corrigir ou melhorar o processo de produção em tempo real. Desde 2019, foram detetados 300 alertas e evitadas 300 paragens de produção;
  • A Torre de Controlo da Cadeia de Abastecimento alargada é o ponto de convergência das profissões da Cadeia de Abastecimento num espaço dedicado: a Sala de Controlo. Esta ferramenta de supervisão global, que concentra fluxos de informação, alerta em tempo real para riscos ou anomalias em todas as operações de transporte e, graças à Inteligência Artificial, propõe cenários otimizados de gestão de crises;
  • A descarbonização da indústria como alavanca para a independência energética. O Group Renault está empenhado em ser neutro em Carbono até 2025, para a divisão ElectriCity e para a fábrica de Cléon, até 2030 para locais de fabrico na Europa e até 2050 para todas as instalações industriais no mundo. A monitorização, em tempo real, da pegada de carbono do equipamento e da capacidade de transporte será uma importante alavanca para alcançar a trajetória e um mix de 50% de energias renováveis, em França, até 2026 e 100% até 2030.
Ferramentas de fabrico impresso em 3D — Source: Renault Group

«Este Metaverso industrial é único e permite-nos ativar alavancas de eficiência e desempenho anteriormente invisíveis, em benefício das pessoas e do ambiente. A gestão de dados ao nível do Grupo permite-nos monitorizar, por exemplo, o consumo de energia de todas as nossas instalações industriais e não industriais ao detalhe e, sobretudo, otimizá-los em tempo real quando uma instalação é parada», diz Patrice Haettel, Vice-Presidente, Estratégia Industrial e Engenharia.

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