A TRANSMARSIL REFORÇA EFICIÊNCIA E DIGITALIZAÇÃO NUM SEMESTRE MARCADO POR INSTABILIDADE
A TRANSMARSIL, uma das principais empresas de transporte e logística do Algarve, encerrou o primeiro semestre de 2025 com estabilidade operacional, impulsionada por medidas de eficiência, digitalização e controlo rigoroso de custos. Num contexto de elevada instabilidade no setor, o investimento em soluções tecnológicas de gestão de frota permitiu aumentar a competitividade e mitigar oscilações nos gastos.
«O planeamento de rotas e o controlo de despesas foram fundamentais para mantermos consistência num semestre exigente», afirma César Silva, Assistente Comercial da TRANSMARSIL.
3 décadas de crescimento e consolidação no Algarve
Fundada em 1994 por Marco Silva e Anabela Vás Silva, a TRANSMARSIL consolidou a sua presença regional e internacional com marcos estratégicos como a expansão europeia a partir de 2006 e a aquisição de instalações próprias em 2016.
O grupo emprega atualmente cerca de 150 colaboradores e opera uma frota de 80 veículos pesados e 15 ligeiros. É também representante exclusiva da CHEP no Algarve e criou a primeira lavagem de veículos pesados da região com recuperação de 80% da água, reforçando o compromisso com a eficiência de recursos.
Transmarsil — Source: Eurowag
Eficiência em foco: digitalização, automatização e controlo de custos
Perante a instabilidade de custos no transporte rodoviário, a empresa reforçou uma estratégia integrada assente em dados e tecnologia:
- Digitalização da frota, com relatórios mais precisos e decisões operacionais informadas;
- Gestão rigorosa de tacógrafos, fortalecendo a produtividade e a conformidade legal;
- Automatização de processos internos, reduzindo carga administrativa e acelerando tarefas;
- Adoção dos cartões Eurowag ADS, que permitiram “preços fiáveis, pagamentos sem numerário em toda a Europa e faturas consolidadas”, refere César Silva.
Esta combinação, afirma, «reduziu o tempo administrativo, melhorou a visibilidade do fluxo de caixa e ajudou a manter os custos sob controlo, viagem a viagem».
Tecnologia como eixo estratégico
A TRANSMARSIL encontra-se atualmente a expandir a automatização em áreas como faturação, recursos humanos e planeamento. A telemática de monitorização de frota e os tacógrafos digitais já fazem parte da operação diária.
A empresa está também a estudar soluções de inteligência artificial para planeamento de rotas, previsão de consumos e análise de custos. «Os dados de despesa dos cartões Eurowag ADS já nos dão uma base sólida para preparar modelos de IA», reforça César Silva.
Face a empresas de dimensão semelhante, a TRANSMARSIL considera-se «na linha da frente» em digitalização e gestão de frota baseada em dados.
Descarbonização em análise e caminho gradual
A renovação da frota continua a privilegiar a eficiência energética, mas a empresa ainda não opera veículos elétricos, bioGNL ou HVO. Estas opções estão em avaliação para o médio prazo.
A TRANSMARSIL ainda não mede a sua pegada carbónica de forma estruturada, mas está a preparar mecanismos de monitorização para reduzir emissões e responder a futuras exigências regulamentares.
Em 2024, a empresa alcançou 11 milhões de euros de receita e 1,2 milhões de euros de lucro líquido, valores que refletem estabilidade de desempenho nos últimos anos.
A TRANSMARSIL opera em mercado europeu de carga geral e mercadoria de temperatura controlada, com forte presença nos Países Baixos e rotas regulares para vários destinos europeus. No Algarve, assegura distribuição alimentar e de bebidas, complementada por serviços de logística. «Não rejeitamos nenhum tipo de mercadoria», sublinha a empresa.
Perfil da frota:
- 80 veículos pesados, todos com tacógrafos digitais
- 15 veículos ligeiros
- Idade média da frota: 5,6 anos
- Nas operações de longo curso, a empresa utiliza exclusivamente veículos pesados; já os ligeiros representam 16% da operação regional.
Tal como no resto do setor, a escassez de motoristas é um desafio. A TRANSMARSIL procura mitigá-lo através de formação interna, investimento em tecnologia e melhoria contínua das condições operacionais.
César Silva antecipa um ano marcado por maior pressão regulatória europeia: AFIR, RED III e CSRD, e por uma procura crescente de serviços de transporte mais sustentáveis. «A análise de dados será um fator de diferenciação competitiva», conclui.